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Carne de sol, charque ou carne seca, qual prefere? Conheça as diferenças


      Este processo vem sendo realizado a muitos e muitos anos atrás, devido a falta de refrigeração, era necessário salga-las para durar por mais tempo.
      A cura da carne é adicionada sal, açúcar e demais condimentos, assim alterando textura, cor e sabor, e entre elas encontramos as diferenças entre a carne de sol, o charque e a carne seca.

Charque - Tipicamente utilizado nas refeições dos gaúchos, é isso mesmo, o charque é tradicional no Rio Grande do Sul.
Segundo contam a história, que o português José Pinto Martins, produziu o charque pela primeira vez em 1777, usando do seu conhecimento em fazer carne seca que aprendeu quando morou no Ceará. José fez basicamente uma adaptação da receita, para aproveitar o gado que era abatido apenas para uso do couro.
Para preparo de um tradicional charque, é preciso antes de tudo de uma carne que tenha uma quantidade de gordura equilibrada. Ao cortar, são feitas mantas, para ajudar no processo de desidratação. É adicionado bastante sal fino (possui mais iodo, sendo mais efetivo) sobre toda a superfície da carne, e levada para descansar durante um bom período. Com a desidratação, uma enorme quantidade de liquido sairá, e depois de repetida várias vezes o processo de tirar e colocar o sal a carne é levada para a secagem.

Carne de Sol - Levemente salgada e seca ao sol, a carne passa por um leve processo de desidratação e exige um clima seco para ser realizada. A secagem é relativamente rápida, não deixada exposta diretamente ao sol, deixando-a ainda úmida no interior, e modificando pouco a sua textura e cor originais.

Carne Seca - Também conhecida como jabá, originaria do norte e nordeste do Brasil, passa por um processo maior de desidratação. A quantidade de sal e o tempo de de cura é bem maior, por esse motivo a carne é bem mais seca do que as outras duas citadas a cima, assim sofrendo uma mudança maior de cor e de durabilidade a mais do produto final.