Angu, o creme ouro com sabor de tradição.
Falando em tradição gastronômica lembramos de pratos que fizeram e fazem parte de nossas vidas, mas hoje em especial falaremos um pouco do Angu, como é chamado e conhecido por todos.
Um grande ícone da culinária mineira e baiana, recheadas de histórias e grandes composições. Na realidade o angu é de origem africana, adaptada e introduzida na culinária portuguesa e italiana foi ganhando seu espaço até finalmente chegar ao Brasil.
Aqui, essa “papa”, então conhecida como “comida de escravos”, passou a ter versões feitas com farinhas de milho ou de mandioca, se tornando mais tradicional o prato à base de fubá, acompanhada por miúdos de vaca ou de porco.
Existe algumas versões para os preparos dessa iguaria, como por exemplo, o angu baiano é mais mole, servido de acompanhamento com o sarapatel ou alguns miúdos, já o mineiro é mais firme, preparado somente com o fuba e a água. O mesmo acontece no sul do país, sendo mais firme, e fritos, servidos como acompanhamentos e petiscos.
Segundo a consultora BRF Food Services, Mariana Marques, o angu é um prato que até hoje remete ao gostinho das fazendas e fogões a lenha. “Acredito que o sucesso, hoje, nos restaurantes que trabalham com comfort food é um pouco por causa disso. As pessoas têm na memória não só a referência da receita, mas de todo um ritual. E quer coisa melhor que lembrar do tempero da vovó que ainda cozinhava no fogão a lenha, no aconchego do lar? A comfort food, tenta resgatar esses sentimentos relacionados à comida e as emoções de bons momentos. Agrada o paladar e a alma!”, finaliza a especialista.
Colaboração: BRF Food Services.
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